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LIVRE PRECONCEITO

As novas diretrizes para a educação sexual nas escolas públicas recomendam uma neutralidade moral weberiana: nem contra, nem a favor, o MEC quer os mestres descrevendo “cientificamente as orientações sexuais existentes”; livres de pressões autoritárias, as crianças que “façam suas próprias opções”. Comoventes o respeito à liberdade do infante e o rigor da isenção – mas esta é mesmo científica? O MEC não informa sobre a lista das opções sexuais atualmente reconhecidas pela ciência… À luz da neutralidade axiológica não há como reduzi-las a hetero, homo e bi, discriminando as minorias sadomasô, pedófila, coprofílica… Ou nosso ancestral amor às vacas e ovelhas! Exclusões autoritárias são uma limitação educativa. OLAVO DE CARVALHO


Revista República, julho de 1998, Ano 2, no. 21, seção “Frente ampla”. Copiado de uma fotocópia da revista disponível em: http://teste.pc2.com.br/republica/edicao/21